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Uma nova realidade chamada teletrabalho

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Uma nova realidade chamada teletrabalho

Uma nova realidade chamada teletrabalho

Por Cristina Amaro e Alexandra Delgado Figueiredo

Em “tempo de guerra” há sempre muita coisa a acontecer. A mudar, a nascer, a desaparecer. O momento que vivemos é de teste. Permanente. Duro. Imprevisível.

Acima de tudo, é tempo de reaprendermos muita coisa. Enquanto líderes, enquanto funcionários e enquanto pessoas.
Até há relativamente pouco tempo, o teletrabalho não era uma coisa muito bem aceite na sociedade. A maioria das empresas e dos chefes não via no teletrabalho uma vantagem para a empresa. Pelo contrário. Não acredito que fosse por falta de confiança nos colaboradores, mas sobretudo por poder eventualmente existir momentos de pouca produtividade, de falta de interesse ou disciplina. No entanto, a pandemia tem mudado esta ideia que a maioria das pessoas tem. Inclusive, há vários estudos que comprovam que o teletrabalho pode funcionar com muita qualidade e veio, em muitos casos, para ficar.

Na realidade, esta nova dinâmica de trabalho remoto veio permitir uma flexibilidade na organização do trabalho, da comunicação e, até mesmo, do tempo. O tempo que perdíamos, tantas e tantas vezes, ao longo de semanas, meses e anos a saltar de reunião para reunião, de cliente para cliente, de casa para o trabalho e vice-versa era, olhando agora para trás, um desperdício em grande parte dos casos. Salvo exceções, obviamente, em que a presença dos intervenientes era, de facto, importante. Mas creio que ao longo destes meses todos percebemos que o que antes poderia ser um impedimento por falta de tempo ou, até mesmo, pela distância hoje deixou de ser um problema. Tudo passou a ser possível depois do cenário com que aprendemos a viver há uns meses para cá.

Ainda é muito difícil podermos perceber as repercussões gerais da pandemia, mas uma coisa é certa: o mundo do trabalho nunca mais será o mesmo. Com tudo o que de bom e de mau isso tem.

Acredito que depois disto muitas empresas passem a usar este novo regime de trabalho à distância e que isso traga muitas outras vantagens que, até à data, ainda todos desconhecemos. Acredito que o desempenho dos colaboradores também com isso mude e, consequentemente, a sua produtividade.
As pessoas passam muito tempo em transportes, no trânsito, a ir e a voltar. Perdemos anos de vida a ir para o escritório. Muitas vezes, andamos cansados não propriamente pelo trabalho mas essencialmente pela dinâmica que ele implica.
Acredito que existirão muitos novos formatos a todos os níveis: de comunicação, de relação com o cliente, de parceiros, entre tantas outras coisas que ainda nem sonhamos que vão acontecer.
Uma coisa é certa: vamos sair “desta” melhores do que nunca. Acima de tudo, mais resilientes.

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