Cristina Amaro
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The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio

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As marcas

The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio

The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio

Por Cristina Amaro e Alexandra Delgado Figueiredo

Como tantas outras vezes já aqui partilhei, há muitas pessoas, histórias e marcas que chegam até mim e que gosto de dar a conhecer. Sobretudo, porque me inspiram. Porque são relevantes e fazem a diferença no mundo.

Conheci o The Therapist há uns anos. É um restaurante terapêutico que agora também já conta com loja online. Defende que alimentação é o nosso melhor remédio. E eu não podia estar mais de acordo.
Dadas as circunstâncias, não me foi possível conhecer o espaço fisicamente. No entanto, e sobretudo numa altura em que tanto se fala de imunidade, achei que era um bom conteúdo para partilhar convosco. Desafiei a Alexandra a falar com a Joana Teixeira, a responsável pelo espaço, e agora partilhamos convosco. Acreditem que todas as vossas dúvidas relacionadas com a alimentação, ansiedade, sono e imunidade ficam agora esclarecidas.

The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio
The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio

Uma alimentação equilibrada é importante em qualquer momento da nossa vida, independentemente das circunstâncias. De que forma se torna ainda mais importante nestes dias que vivemos?

Viver em confinamento, isolados e socialmente distanciados dos nossos é uma situação forçada, contra a natureza humana. Nesse sentido, e porque situações de stress são geradoras de ativação de mecanismos de sobrevivência no nosso cérebro, assistimos a comportamentos de pura sobrevivência, como foi o caso da corrida aos supermercados para abastecer as dispensas de guloseimas e iguarias que satisfazem a nossa gulodice e são, sem dúvida, fontes de prazer. É claro que, por um lado, isto é uma reação expectável dada a situação extrema que vivemos. Por outro lado, é gerador de uma série de sentimentos de culpa, que é a última coisa que precisamos neste momento. 

A relação entre alimentação e imunidade é muito importante. É um hot topic, nos últimos anos, e agora mais do que nunca. No Therapist acreditamos que a alimentação é um dos pilares fundamentais de saúde, que vai sem dúvida influenciar a nossa saúde imunitária e mental. Nesta fase, e por mais que quiséssemos, não existe outra forma de evitar o contágio que não seja o isolamento. Contudo, é fundamental que durante este tempo nos concentremos em manter o nosso corpo e mente sãos, entre outras coisas, procurando manter uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais que vão potenciar a nossa saúde e bem-estar.

A alimentação encontra-se relacionada com as nossas emoções? Se sim, de que forma?

Definitivamente. Se por um lado nos alimentamos para satisfazer necessidades fisiológicas, por outro, o alimento é sem dúvida um símbolo de partilha e prazer. É um pretexto para juntar pessoas, quer seja por lazer, para fechar negócios ou apenas para partilhar um momento. Ainda mais em Portugal onde está intimamente ligada à nossa cultura. É impossível dissociar comida de emoção. 

No seguimento do que foi mencionado na pergunta anterior, refeições menos equilibradas são, muitas vezes, geradoras de sentimentos de culpa e arrependimento. Assim como refeições saudáveis têm um impacto positivo no nosso bem-estar.  E esta relação não é apenas emocional. Fisiologicamente falando, os alimentos têm impacto na flora intestinal e na produção de hormonas e neurotransmissores, que, por sua vez, têm impacto nas nossas emoções e bem-estar. Um exemplo típico é, por exemplo, o chocolate. Quando pensamos em chocolate, pensamos sempre em prazer, muito pelo facto de ser um alimento saboroso, rico em açúcar (sobretudo quando falamos em chocolate de leite e açúcar branco) e gordura. No entanto, do ponto de vista nutricional, sabemos que o cacau (um dos ingredientes que compõe o chocolate) é um alimento de elevado interesse nutricional, riquíssimo em antioxidantes, com impacto positivo na saúde cardiovascular, intestinal e cerebral. O cacau é estimulador da produção de serotonina e dopamina, hormonas associadas ao bem-estar. Assim, quando falamos num chocolate com elevada percentagem de cacau, podemos dizer que o seu consumo moderado tem um impacto positivo nas emoções.

A alimentação pode ajudar-nos a combater a ansiedade?

A ansiedade é uma perturbação multifactorial. São várias as causas e o tratamento deve ser sempre integrado e acompanhado por um profissional de saúde. Do ponto de vista nutricional, existem várias estratégias para ajudar a combater esta desordem. São exemplos:

  • a optimização da saúde intestinal, intimamente ligada à saúde mental;
  • a ingestão de alimentos ricos em magnésio, por ser um micronutriente envolvido em vários processos metabólicos, nomeadamente do cérebro, coração e músculos. A deficiência em magnésio está associada a depressão, percepção de stress, ansiedade;
  • Ingestão de fitoterápicos calmantes que ajudem no relaxamento como a camomila e passiflora;
  • redução ou exclusão de substâncias estimulantes como a cafeína, a teína, o cacau.

De que forma a alimentação pode mudar a vida das pessoas?

A alimentação mudou a minha vida. Há alguns anos a minha alimentação era baseada em alimentos processados e açúcares. Até que tive um problema dermatológico que só consegui ultrapassar através de uma mudança drástica na forma como vivia e, em específico, na minha alimentação. Comecei por reduzir ao mínimo a ingestão de laticínios, açúcares refinados e alimentos processados, passando a ter uma alimentação mais plant based. Percebi que, não só o meu problema dermatológico tinha origem na forma como eu comia, mas também nos meus níveis de cansaço e irritabilidade, que reduziram drasticamente assim que comecei a comer melhor. Na altura trabalhava em multinacionais e aproveitei o rendimento que tinha para investir em mais conhecimento sobre a alimentação, o mindfulness, yoga e outros temas dentro desta área. Foi nessa altura que percebi que faltava um espaço como o Therapist, que alia comida, conhecimento e terapias num só espaço. Por isso, sim, acredito que a alimentação pode ter um grande impacto nas nossas vidas e na forma como as vivemos.

A alimentação também influencia a qualidade do nosso sono, do nosso descanso?

Como já vimos anteriormente, a alimentação tem um impacto na perceção e gestão de stress e ansiedade que, por sua vez, vão influenciar o sono. O sono é um processo regulado por hormonas. Para dormirmos bem, é necessário que os nossos níveis de stress estejam controlados, que estejamos num ambiente tranquilo e que a melatonina, a hormona do sono, se eleve. De uma forma natural, a melatonina elevar-se-ia com o pôr do sol e chegada na noite. Contudo, actualmente estamos expostos a luz sempre que desejamos. E, mais importante que isso, a exposição à luz azul dos nossos dispositivos eletrónicos é constante e dura, em muitos casos, até à hora que nos deitarmos. Esta luz inibe a elevação da melatonina e consequentemente dificulta a indução do sono. Esta é uma das primeiras coisas a considerar quando falamos em melhorar a qualidade do sono e descanso. É preciso desligar. Acalmar. Dar tempo e espaço para podermos descansar. 

Do ponto de vista da alimentação, as estratégias que referimos anteriormente para a gestão de stress e ansiedade podem ajudar na melhoria da qualidade do sono. Podemos também evitar refeições muito pesadas pouco tempo antes de dormir e a ingestão de substâncias excitantes, como a cafeína, uma vez que podem comprometer a indução do sono e a sua qualidade, fazendo com que este seja interrompido e pouco reparador. Se dermos primazia a uma ingestão moderada de hidratos de carbono, por exemplo, pode ser um fator que ajuda a ter uma noite mais tranquila.

Para vocês, viver uma vida equilibrada é…? 

Para nós viver uma vida equilibrada é viver uma vida sem fundamentalismos. Acreditamos que a alimentação saudável pode fazer naturalmente parte do nosso dia-a-dia, dos nossos momentos em família e com os amigos. É fazer as escolhas que ao fim do dia nos deixam felizes, porque esse é o nosso objetivo na vida: a felicidade.

O que é que o “The Therapist” tem que não podemos encontrar na grande maioria dos restaurantes que existem?

No Therapist encontramos refeições com o foco em quatro objetivos nutricionais – Mind, Immunity, Power ou Detox – que trabalhamos através de bowls salgadas e doces, panquecas, bruschettas e bebidas. Elaboradas pela nossa equipa, sem açúcares refinados, laticínios e com os melhores ingredientes locais ou biológicos, todas as refeições do Therapist têm um foco nutricional que encontramos em poucos restaurantes.

Se tivessem que descrever a filosofia do “Therapist” numa frase qual seria?

Acreditamos numa vida saudável através de uma alimentação equilibrada, divertida e sem fundamentalismos.

De que forma o Therapist se adaptou aos dias que vivemos? Quais são as novidades que têm para os vossos clientes?

Neste momento, lançámos no nosso site uma loja online na qual é possível comprar os nossos produtos, como é o caso da Granola Salgada Immunity, ideal para reforçar o sistema imunitário nesta altura. A grande novidade desta loja é a mercearia online onde é possível comprar todos os ingredientes que utilizamos no Therapist, como frutas, legumes, cereais, ovos, leites e outros produtos.

Como restaurante terapêutico, sentimos que agora, mais do que nunca, a nossa missão é fundamental para ajudar as famílias a serem mais saudáveis através da alimentação.

De que forma a alimentação nos pode curar ou ajudar na prevenção de possíveis doenças?

A alimentação é uma ferramenta poderosa no que respeita à prevenção e até no auxílio do tratamento de disfunções e doenças. Existem regras básicas e gerais que se aplicam a todos nós, tais como manter um bom estado de hidratação quer seja bebendo água ou tisanas,  comer frutas e vegetais ou fazer uma ingestão proteica adequada às nossas necessidades. No entanto, é possível também retirar benefícios de determinadas propriedades dos alimentos para corrigir disfunções ou deficiências. Para isso, é fundamental que estas sejam implementadas com ajuda de profissionais de saúde, devidamente acreditados para o efeito, e que, acima de tudo, se tenha em mente que em nutrição (como em tudo) não existe “one size fits all”. É essencial que o olhar para esta ciência seja crítico, baseado em evidência e integrado com outras abordagens, quer sejam elas mais ou menos convencionais.

Quais são os conselhos que têm para as pessoas neste momento delicado que atravessamos?

Confesso que não gostamos de dar conselhos porque não nos sentimos os donos da razão. Tudo muda de um dia para o outro e estamos a viver um momento que é a prova disso. Podemos, no entanto, partilhar o que temos feito no Therapist: um reforço da ingestão de alimentos imunitários como é o caso do gengibre, curcuma, pimenta preta e vegetais verdes escuros; um aumento da ingestão de água e tisanas para reforçar a hidratação; temos feito exercício físico e meditação; temos tentado manter os momentos virtuais entre a nossa equipa, amigos e família. E, acima de tudo, neste momento estamos a trabalhar na compaixão: por nós mesmos e pelos outros, aceitando que vivemos um momento desafiante e que é normal não sabermos lidar com tudo o que passa à nossa volta todos os dias.

The Therapist | A alimentação é o nosso melhor remédio


Site: www.thetherapist.pt

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