Cristina Amaro
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O outro lado das conferências virtuais

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As marcas

O outro lado das conferências virtuais

O outro lado das conferências virtuais

Por Cristina Amaro

O outro lado é o dos bastidores. É o que nos faz mexer nas cadeiras e nas mesas do escritório de casa para encontrar o melhor ângulo para a câmara. É o que nos faz mudar as cores dos quadros para entrar no espírito da marca. É o que nos faz saltar da cama às 6h da manhã com medo de adormecer e não falhar a hora dos testes antes de entrar em direto. É o do team chat que serve para recebermos notas sobre o tempo que falta para dizer “bom dia a todos os participantes”. É o que nos faz ficar tão nervosos que até fechamos a janela do Safari quando não queremos a 2 minutos do arranque! UFA! Que susto apanhei eu. Sim…aconteceu-me!

O outro lado é todo aquele que vocês não veem mas que nós, que assumimos a responsabilidade de conduzir eventos, vivemos em silêncio e que esta semana me fez voltar a ter borboletas na barriga por ter de apresentar um evento e moderar uma mesa redonda numa plataforma completamente nova e onde não iria estar a ver o resultado final. É mais ou menos o mesmo que subir a um palco sem o conhecer antes.

Correu tudo bem com o evento de ontem, o SAP Customer Experience Day, onde mais uma vez a SAP me convidou para ser moderadora. Confesso que, apesar de não estar propriamente nervosa, estava expectante devido ao facto de ser um direto diferente dos muitos que já fiz desde que viemos para casa.

O outro lado das conferências virtuais

É que agora passamos a vida nisto. Em Zooms, Skypes, Team, entre outros. De tal maneira que já sinto falta dos palcos onde coloco os pés e olho nos olhos de quem se senta na fila da frente. E desta vez não estavam lá as caras que via na Estufa Fria quando, pela primeira vez, conduzi um evento da empresa. Não sei, por isso, se sorriram ao longo da conversa com a EDP e com a Petrotec e se tiraram notas sobre a apresentação conduzida pelo Steven Van Belleghem, o keynote speaker que nos trouxe ideias muito interessantes a reter sobre as experiências de consumo no futuro e como as empresas devem criar valor para a sociedade. Adorei e recomendo, desde já, o seu livro que fica disponível em Setembro: “The offer you can´t refuse”.

Todos sabemos que o mundo mudou, mas ouvir pela voz de quem gere organizações o que na prática tem mudado e como será o futuro no que toca a comportamentos de consumo é, sem dúvida, muito relevante. E a SAP é sempre oportuna nestes eventos que cria com e para os seus parceiros. E é por essa razão que gosto tanto de participar. Gosto da família SAP e gosto de aprender. Desta vez, tenho de agradecer ao Nicolas Fortunato e à Cláudia Saraiva a enorme simpatia e profissionalismo com que estiveram em todos os momentos de backstage para garantir que tudo corria bem. E correu. (Obrigada, Nicolas, por me salvares do momento brilhante em que desliguei a net).

O SAP Customer Experience Day 2020 teve mais de 250 pessoas online a assistir e a participar. Valeu a pena aprender com as best practices também levadas por empresas como a ROFF, EY, Accenture e Seidor.

“Como proporcionar uma boa experiência ao cliente quando temos uma nova realidade na nossa vida?” Este foi o tema central e aquele que nos leva a perceber que as empresas têm de estar na linha da frente da inovação porque as mudanças acontecem de forma brusca e a reação pode ser fatal para o negócio.Importa estar à frente e bem preparado para a flexibilidade que hoje o mundo espera que todos tenhamos.

A realidade que vivemos não sabemos por quanto tempo vai ficar connosco e por quanto tempo nos vai limitar. Mas sabemos que ninguém quer que seja uma nova normalidade. Essa devemos construí-la nós!

Uma coisa é certa: o canal “Figital” (o que cruza o meio físico com o digital) veio para ficar. Quem hoje considera viajar em trabalho como antigamente, só para fazer uma reunião? Ou, como nós, para fazer uma entrevista? Habituámo-nos a ter no digital a resposta a essa perda de tempo e consumos orçamentais. Por isso, vamos no futuro trabalhar mais num modelo de maior equilíbrio. Não há dúvidas. A experiência de consumo digital tem sido tão forte que muito em breve vamos todos olhar para isso como uma commodity.

Os tempos são outros, mas importa continuarmos a comunicar e mantermos viva a atividade das organizações, para que o país recupere também desta situação económica que nos fragilizou numa altura em que a marca Portugal estava a afirmar-se internacionalmente. Serão tempos desafiantes os que temos pela frente, que nos obrigarão a saber lidar com tudo o que está à nossa volta de uma forma diferente e necessariamente inovadora.

Se há coisa que levo da manhã inspiradora de ontem com a SAP é que se dermos o nosso melhor nestes tempos, que são para todos nós de enorme incerteza e desafio, com flexibilidade, rapidez de resposta, diferenciação e espírito de entreajuda, seguramente chegaremos ao sucesso!

E, já agora, que cada um de nós contribua para criar o tal “next normal” que todos queremos. Um normal que, como diz a nova campanha da Unesco, traga maior sustentabilidade, justiça e equilíbrio para as pessoas e para o planeta.

A mudança começa em nós. E nós somos os consumidores do futuro.

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