Cristina Amaro
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Quem fracassa? Nós ou a nossa expectativa?

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Quem fracassa? Nós ou a nossa expectativa?

Quem fracassa? Nós ou a nossa expectativa?
Maria Duarte Bello

Por Maria Duarte Bello, Chairman of CEOs Advisory Board Vistage Portugal |Mentor | Coach | Speaker | Author | PhD Lecturer

Fracassar dá-nos medo. Esforçamo-nos sempre para sair vitoriosos de tudo aquilo a que nos propomos. E se não obtemos o resultado que desejamos, muitas vezes tratamos de ocultar o que falhámos. Inclusivamente sentimo-nos envergonhados. E esquecemos que quem fracassa é porque teve iniciativas e isto tem o seu mérito.

Numa sociedade como a nossa que iguala o êxito à felicidade, estamos tão orientados para a recompensa que esquecemos de deixar espaço para cultivar novos interesses ou para desfrutar das coisas simples, que dão alegrias. E, quando falhamos, muitos de nós desistem de tentar. Isto leva-me à seguinte reflexão: O que aconteceria se abandonássemos a necessidade de ser admirados ou recompensados e aceitássemos que todos fazemos coisas erradas?

Fracassar não é terrível. Principalmente porque sabemos que ninguém consegue à primeira, a não ser por mero acaso. Cada vez que não cumprimos as nossas expetativas, melhoramos! Contanto que consideremos o fracasso numa perspectiva de aprendizagem, podemos dar pequenos passos para atingir as nossas metas.

Também não devemos perder de vista que os fracassos são subjetivos, não objetivos. Isto tem a ver com as nossas expectativas. É muito provável que os outros não vejam o nosso fracasso como nós, até podem ter uma opinião totalmente contrária.

E o que aprender com o fracasso?

Em primeiro lugar, devemos aprender a gerir as emoções: sentir tristeza, frustração, ter medo, desânimo, raiva, etc., é totalmente normal e não nos devemos sentir mal porque sentimos o que sentimos.

Há que aproveitar este impulso para aprender e ver onde se falhou e perguntarmo-nos o que fazer para melhorar.

Em segundo lugar, tudo depende da forma como abordamos o fracasso. Se o fazemos desde uma perspectiva construtiva isso ajuda-nos a ser mais resilientes, ou seja, mais resistentes às adversidades. Também nos pode ensinar a ser mais pacientes. Mas o que o fracasso, sem dúvida, nos ensina é a tolerância para a frustração. 

Esta é a habilidade que melhor prediz o êxito na vida. Ser capaz de tolerar e adiar a recompensa, entender que devemos sacrificar-nos no presente para alcançar um benefício no futuro ajuda-nos na nossa vida.

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