Cristina Amaro
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Quando a resiliência é “o” caminho

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A vida

Quando a resiliência é “o” caminho

Quando a resiliência é “o” caminho

Por Cristina Amaro e Alexandra Delgado Figueiredo

Sermos resilientes é muito mais do que ter a capacidade de resolver problemas. É ter paciência e capacidade de esperar. Ser-se resiliente não só é ter a capacidade de os resolver como ainda carregar esse peso. Torná-lo em algo leve. E aprender com isso.

Não há nada que pague o nosso bem-estar e a nossa saúde mental – tão ou mais importante que a física. Dominar as nossas próprias emoções é provavelmente dos exercícios mais complexos do ser humano. É de uma destreza gigante mantermos a serenidade em situações de stress e ainda sabermos identificar os sinais, os nossos próprios comportamentos e controlá-los.

Termos a capacidade de gerir as nossas próprias emoções e reorientarmos os nossos comportamentos nesse sentido é um hábito que nos permite evitar o desgaste emocional. Connosco e com os que nos rodeiam. A inteligência emocional é crucial para o nosso bem-estar.

Aprender a controlar os momentos mais impulsivos também é fundamental, de forma a evitar possíveis arrependimentos. Quantas vezes damos por nós a pensar que talvez tenhamos sido exagerados “naquele dia”? Quantas vezes já demos tudo para poder voltar atrás no tempo? Quantas vezes tivemos de pedir desculpas que poderiam perfeitamente ter sido evitadas? Quantas e quantas vezes magoámos as pessoas de quem mais gostamos pela incapacidade de gerir impulsos?

Acredito profundamente que se descobrirmos as causas de (quase) tudo podemos evitar certas situações de risco. Estar consciente de que não há nada que não se resolva pode ser meio caminho andado para todos os problemas que nos chegam. Neste sentido, ser optimista pode ser o segredo. Acreditar que tudo vai e vem por uma razão é sinal de maturidade. Encarar os problemas como se de desafios se tratassem e acreditar sempre mas sempre que há solução. Porque, na realidade, só não há se não quisermos.

 Se todas as vezes que acharmos que não conseguimos ou que não somos capazes, tentarmos contrariar esse pensamento retirando o “não” da equação, vamos conseguir. Pode não ser como tínhamos idealizado (nós e a nossa mania de criar expectativas acerca de tudo e todos…), mas conseguimos.

Colocarmo-nos no lugar do outro pode também ser uma ajuda e um sinal de maturidade. Compreendermos outros sentimentos e outras emoções faz-nos ficar alerta para situações futuras. Além de que, muitas vezes, nos faz ter a consciência de que afinal também não estamos sempre certos em tudo. O outro tem sempre muito para nos ensinar. E todos nós somos “o outro”.

Aprendermos a criar redes de apoio – seja família, amigos, colegas ou até mesmo desconhecidos … alguém! – também faz parte da resiliência.  Não há ninguém que eu conheça que viva bem só. Ninguém se constrói sozinho. As emoções só fazem sentido quando são partilhadas.  

As adversidades testam a todo o tempo a nossa capacidade de sermos resilientes. Resta-nos estar à altura. E lembrem-se: todas as vezes que saímos da nossa zona de conforto evoluímos.

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