Cristina Amaro
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Pránáyáma

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Pránáyáma

Pránáyáma

Por Inês Roseta

A respiração e a sua influência no estado de consciência 

Na palavra PránáYáma “pra” significa intenso e “ná” significa movimento. “Prána” é normalmente traduzido como energia vital e “Yama” significa expansão.

“Pránáyáma” significa movimento intenso da energia vital. É uma técnica de yoga que tem como finalidade expandir e ampliar a absorção da energia vital; regular a atividade da mente e purificar o corpo físico, activando os chakras e as nádis, que são os canais energéticos. Serve também para expandir e dinamizar os fluxos de energia que percorrem o corpo, de forma a produzir estados superiores de consciência. 

Neste caminho do Yoga começamos por dominar as técnicas mais densas como são, por exemplo, a prática das posturas de yoga. E vamo-nos preparando gradualmente para receber as técnicas mais subtis. Este processo inicia-se pela consciência de conseguir sentir, estar presente e atento à nossa  respiração. Percepcionar a absorção de oxigénio que vai nutrir as nossas células, promovendo uma maior vitalidade física e mental num equilíbrio orgânico do nosso corpo. 

O Yoga ensina que a arte de respirar conscientemente e dá um poder extraordinário ao praticante de poder iniciar um caminho de evolução e conhecimento interior.

Numa abordagem à anatomia subtil do corpo humano, estes estados de consciência ocorrem através de uma respiração consciente. 

A execução e utilização do pránáyama é um longo trabalho de persistência, um processo de auto observação profundo. 

A respiração é um ato involuntário porque acontece independentemente da nossa vontade. É um processo que envolve a interação do sistema respiratório e do sistema nervoso. A forma como respiramos está intimamente ligada ao nosso estado emocional, mental, físico e energético.

Respirar bem e viver tranquilo aumenta a saúde e o bem estar. 

Exercício Prático 

  1. A respiração deve ser feita apenas pelo nariz;
  2. A respiração deve ser lenta, profunda, ritmada, uniforme;
  3. A coluna deve permanecer direita, eliminando qualquer tensão no corpo;
  4. Os ombros devem estar afastados, alinhados (mas descontraídos) e o peito aberto;
  5. Coloque uma mão sobre o abdómen e outra sobre o peito;
  6. Quando inspira (apenas pelo nariz), deve sentir que o peito sobe suavemente e a barriga expande para fora também suavemente;
  7. Quando expira (novamente apenas pelo nariz), deve sentir que o abdómen contrai ligeiramente e o peito desce;
  8. Se for difícil estar sentado com a coluna direita, experimente deitar-se de costas e dobrar e afastar as pernas, à largura das ancas, e coloque novamente as mãos sobre o peito e sobre a sua barriga;
  9. Comece por fazer apenas 10 ciclos de respiração consciente. Vá aumentado o número de respirações assim que perceber que conseguiu estar totalmente e plenamente consciente das suas 10 respirações. Se a sua mente sair da observação da respiração não se julgue e gentilmente volte a focar-se na sua respiração. Ter consciência de que a mente o levou já é uma iluminação. 

Experimente fazer este exercício logo de manhã assim que acorda ou antes de dormir. Vai aperceber-se imediatamente dos efeitos, não enquanto executa o exercício mas no desenrolar do dia ou da noite. 

Boas respirações!

Texto – Prof. Inês Roseta: https://www.instagram.com/inesroseta.ashtangayoga/?hl=pt

Ilustração: https://www.instagram.com/bravemaryan/?hl=pt

Inês Roseta
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