Cristina Amaro
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O meu cão

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A vida

O meu cão

O meu cão

Por Cristina Amaro

Guardo desde a infância uma caneca de estimação oferecida pelo meu pai. A caneca onde bebia o leite em criança, pequenina, do tamanho da minha mão, aos 2 ou 3 anos. Tem um lugar especial no armário da sala. Lá bem escondidinha para que não se parta. Nela há estampada a figura de um cão, com um osso na boca e uma frase que diz:“A caneca da menina”.

Até hoje aquela caneca tem um significado especial para mim. Um dia poderei perdê-la mas se for por se partir hei-de guardar os cacos como fazem os japoneses e colar cada um. Vai tornar-se ainda mais valiosa para mim porque terá uma história ainda mais rica. Mas não precisa de tanto para já o ser. Além de me fazer recordar o meu pai, remete-me para a infância e faz-me lembrar todos os cães que tive ao longo da vida.

De alguma forma foi ela que me fez voltar a ter um cão, depois de tantos anos. Talvez mais de 20. Sempre que a via recordava-me das brincadeiras com os patinhas de todas as cores que passaram pela minha vida. E ansiava por voltar a ter um. Tive de passar pela fase de conquista do mesmo desejo por parte do meu marido. O que não foi fácil. O Pedro não queria um cão em casa e foi, durante algum tempo, um assunto inegociável. Para grande tristeza minha.

Até que uns olhinhos redondos, perdidos num monte de pêlo dourado e preto, se cruzaram com os dele e com os meus. Foi literalmente assim. Amor à primeira vista.

O meu cão

Foi um amigo que nos levou ao Alto da Barra, a uma loja que há 3 anos ainda vendia animais de estimação. “Pode pegar-lhe”, disse o senhor que nos atendeu. Eu abri a porta de vidro que o fechava numa espécie de aquário, estendi as mãos e ele, pequenino, de olhar doce, levantou-se e lambeu-me um dedo. Eu agarrei-o e até hoje nunca mais o larguei. Tive a sorte de ser a dona escolhida. Talvez ele tivesse sentido que eu desejava tanto voltar a ter um cão bebé. Não hesitei em levá-lo comigo. Nada teria contra ser adoptado, resgatado da rua, ser rafeiro, como tive tantos em casa dos meus pais. Sempre fomos uns donos de acolher os que por lá quisessem ficar. Mas este escolheu-me para dona e eu não hesitei em ser.

Recordo-me de o ter levado para o carro e dele ficar quietinho no meu colo, meio assustado. Tinha pouco mais de 3 meses. Era lindo. Pequenino e muito muito meiguinho. Conquistou-me para a vida.

Hoje apeteceu-me escrever sobre o meu cão. “O cão mais lindo de todos os cães de todo o universo”, como costumo dizer-lhe, em cantoria desajeitada, quando o aperto de mimos. Para mim, o Puppy é isso mesmo: o cão mais lindo de todos.

Há dias estreou-se na televisão. No meu programa. A equipa de produção precisava de planear uns pivots com um animal de estimação e eu nem pensei 2 vezes e aceitei o convite. Não sabia como ele se iria portar mas se, até hoje, superava todas as provas também havia de superar esta.

É bem educado. Fez-me sofrer nos primeiros 6 meses com os xixis e cocós fora de sítio. Muitas vezes ficou de castigo, mas resultou. Para além de amoroso porta-se bem, não faz disparares, nunca roeu nada em casa e não tem histórias de sofás, paredes, sapatos ou rodapés destruídos para contar. Talvez por ter sempre companhia e por ser, acima de tudo, um animal de companhia. Um cão que gosta mais de estar com pessoas do que com outros cães.

O meu cão

Mas já brinca com outros cães. Não o fazia há 1 ano atrás, estava a tornar-se num bicho do mato e por isso teve de ir aprender a estar em matilha. Aprender a ser cão. O meu cão teve de ir para a escola. Imaginem só! Eu, que sempre tive cães de rua, dos que lutam, que crescem, sem demasiadas atenções, que dormiam nas suas casotas no quintal, passei a ter um cão cheio de mimos, que vai à escola e ao Spa, que come comidinha especial e que vai de férias para os hotéis Pet Friendly.

Não me arrependo de mimo nenhum que lhe dou! Ele enche o meu coração de alegria e eu dou-lhe todos os mimos que ele merece.

Foi assim que surgiu a Dog´s Whish na minha vida. Uma loja de animais que encontrei no Instagram, onde fui a primeira vez para o tosquiar e de onde nunca mais saí. O Bruno e a Catarina, fundadores do espaço, não são apenas donos da loja. São uns amores na minha vida. E na vida do meu cão. Sem eles tudo era mais complicado, vos garanto! Ter um cão, hoje, é muito mais exigente do que era na infância que de mim só dependiam as brincadeiras com eles. Nenhuma outra responsabilidade me cabia. Iam à rua sozinhos porque era na rua que tinham as suas casotas e os pais tratavam deles. Na verdade, quando voltei a desejar ter um cão não me lembrava do que significava ter um animal de estimação. Para além das despesas, todo o trabalho que dão.

Porque adoro a Dog´s e hoje os trago para aqui? Porque eles me resolvem tudo! Da comida às vacinas, passando pelas idas à escola, banhos e cortes de cabelo (sim, porque os Yorkys não têm pêlo…são mesmo chiques!), objetos para as brincadeiras de casa e ossos para evitar o tártaro… Enfim, hoje, ter um animal de estimação é, para muitos de nós, como ter um filho. Amamo-los e queremos que tenham tudo o que precisam – do conforto à saúde -, gerando um verdadeiro negócio que há muito merece uma reportagem nos mais diversos órgãos de comunicação social. Foi assim que também o Puppy chegou ao Imagens de Marca.

O meu cão

Este texto não é publicidade à loja que cuida dele. É sim uma homenagem a quem cuida dele como só o Bruno e a Catarina sabem fazer. Conquistar o dono de um cão não é somente a vender uma saca de comida ou dar uma vacina com mais atenção. É fazer os donos sentirem que os seus bichinhos são tratados com amor. É fazer os donos sentirem que podem estar descansados porque alguém sabe quando o bichinho tem de levar a vacina e fazer a desparasitação, adaptar a comida ao peso, ou tomar banho. O Bruno sabe mais sobre a comida que eu tenho em casa para o Puppy do que eu. Para mim, fica a melhor parte: brincar com ele. Todos os dias. Ah, mas também fica a obrigação de pentear.

O meu cão dá trabalho. Como todos dão. Mas há amor sem trabalho?

Obrigada, Dog´s Whish, por existirem e serem como são! Obrigada pela empenho que colocam em tudo o que fazem, pelo rigor e pela atenção que dão aos vossos clientes. Tirem sido motivo de reportagem pelo Imagens de Marca só significa que vocês o merecem. Da minha parte, só tenho de agradecer publicamente a vossa qualidade. Sou orgulhosamente uma cliente satisfeita. Como sei que são todos os outros vossos clientes.

O meu cão passou a fazer parte da minha família. E o meu marido, que não queria um cão em casa, é hoje o primeiro a dizer que tem saudades quando viajamos sem o levar. O “meu fita-cola”, como lhe chamo por nunca me largar um segundo, conquistou os nossos corações e não é que ficou lindo na TV?
Vejam o programa aqui: https://www.imagensdemarca.pt/artigo/navegar-por-um-universo-de-4-patas/

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