Cristina Amaro
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Nutrição e Estado Emocional: qual a relação?

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Nutrição e Estado Emocional: qual a relação?

Nutrição e Estado Emocional: qual a relação?
Beatriz Vieira
Beatriz Vieira, Nutricionista na Clínica de Stº  António, Grupo Lusíadas Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o conceito de saúde como o completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença. Deste modo, o campo psicológico é um fator importante na constituição do estado saudável do indivíduo.

A Nutrição está intrisecamente associada à saúde e à doença. Não é possível separar nutrição de saúde mental, uma vez que a compreensão do comportamento alimentar, incluindo os aspectos psicológicos que lhe estão subjacentes, é fundamental na adoção de estratégias de promoção da saúde.

Entre hábitos e comportamentos promotores da saúde e, portanto, preventivos da doença encontram-se os hábitos alimentares. Uma alimentação completa (que inclua alimentos de todos os grupos alimentares), equilibrada (que conte com a ingestão dos diversos alimentos nas porções diariamente recomendadas) e variada (que contemple diferentes alimentos dentro dos vários grupos) é um aspeto determinante de um estilo de vida saudável.

Diariamente, a nossa alimentação altera-se consoante o nosso estado emocional. Além disso, o impacto da tensão que sentimos traduz-se de diferentes formas, não sendo igual para todos os indivíduos.

Para muitas pessoas, nos períodos de maior tensão, a alimentação é um escape aos problemas emocionais. Neste caso, estamos a falar da chamada “fome emocional”, que se  encontra na origem de vários distúrbios alimentares.

Para estes indivíduos, a alimentação é mais do que uma via de satisfação das nossas necessidades energéticas e nutricionais. É também uma fonte de prazer. A compulsão alimentar encontra-se diretamente ligada ao consumo elevado de alimentos hipercalóricos, nomeadamente de produtos açucarados e com um elevado teor de gordura, o que conduz a um maior risco de aumento de peso e obesidade.

No entanto, também podemos presenciar o oposto: indivíduos que nas fases de maior stress ou ansiedade apresentam recusa alimentar. Nestes casos, a alimentação surge como uma obrigação e é associada a um momento negativo.

Com o intuito de prevenir carências nutricionais, perda de peso e perda de massa muscular, é crucial procurar estratégias de alívio da tensão, promovendo uma dissociação das emoções negativas e da ingestão de alimentos.

O comportamento alimentar é um dos aspectos do estilo de vida que, de forma inegável, tem uma maior influência na saúde e na doença. Educar para a saúde implica incentivar e ensinar novos hábitos. Em situações de comportamento alimentar perturbado, é crucial a intervenção de profissionais de áreas distintas. Entre estes, surgem os nutricionistas e os psicólogos, que devem manter uma aliança e trabalhar em equipa para o sucesso comum. Se alguém que conhece apresenta alterações do estado psicológico e um comportamento alimentar perturbado, procure um profisisonal de saúde para um acompanhamento individualizado e personalizado.

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