Cristina Amaro
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Design Thinking: uma forma de resolver problemas criativamente

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As marcas

Design Thinking: uma forma de resolver problemas criativamente

Design Thinking: uma forma de resolver problemas de forma criativa

Por Alexandra Delgado Figueiredo, communication manager The Empower Brands House

Design Thinking é essencialmente uma abordagem de pensamento criativo. Uma tendência emergente das mais diversas áreas, sobretudo no mundo dos negócios. Trata-se de uma metodologia que se foca no ser humano através de um método que usa a criatividade de forma estruturada para resolver problemas e que gera resultados concretos.

Não há dúvida de que um aspeto determinante do caminho de qualquer empresa é a sua capacidade de inovar e encontrar soluções para problemas comuns. Não é também por acaso que a maioria dos cargos que envolvem decisões importantes são de pessoas criativas e com raciocínio crítico. 

O Design Thinking não traz uma fórmula específica para a sua implantação. O que acontece é que esta abordagem cria condições necessárias para maximizar a criação de pensamentos bem como a sua aplicação prática. A ideia é que este processo seja realizado de forma coletiva, de maneira a reunir o máximo de perspetivas diferentes possíveis.

Etapas do Design Thinking

Conta ainda com aplicações variadas e, nas empresas, é comum que esta abordagem seja usada para encontrar soluções para os mais diversos problemas, independentemente da sua natureza ou dimensão. E a partir das diferentes perspetivas é possível existir um entendimento do problema mais completo e global. 

Outra aplicação pode ser na elaboração de novos produtos e serviços. A partir da junção de talentos dos representantes de todas as áreas da empresa é possível agregar valor e aumentar as possibilidades de sucesso.

É importante lembrar sempre que cada caso é um caso e que cada empresa pode conduzir o tema de forma diferente. Ainda assim, existem etapas que podem ser seguidas em todos os casos:

  1. Imersão – mergulhar em todos os aspetos que envolvem e afetam a empresa, percebendo quais as dificuldades, ameaças, oportunidades, pontos fortes e pontos fracos do negócio, tanto do ponto de vista interno como externo;
  2. Ideação – momento de produzir ideias relevantes para realizar as melhorias necessárias. Neste ponto é fundamental trazer insights obtidos anteriormente, reunir as equipas envolvidas e adotar técnicas de brainstorming, que incentivam a partilha dessas ideias;
  3. Prototipação – Depois de reunir as ideias é o momento de colocar um filtro sobre elas e escolher aquelas que efetivamente têm as maiores possibilidades de resultar. Para reduzir o riscos de falhas é recomendado criar protótipos do que foi pensado antes de investir na sua realização;
  4. Desenvolvimento – momento de tirar tudo do papel e pôr em prática. Nesta parte entra em ação a comunicação e a publicidade da empresa, no sentido de vender o produto ou serviço ao público. Ainda assim, nestes casos é preciso manter uma monotorização constante com o objetivo de entender quais os aspetos a melhorar e, naturalmente, avaliar o sucesso da operação;

Por que razão deve investir no Design Thinking?

Esta abordagem traz um retorno bastante positivo, pois o seu custo de implementação é reduzido quando comparado com a vantagem competitiva que gera, que é efetivamente grande.

Além disso, como se trata de um processo que envolve diferentes pontos de vista, vai agregar os colaboradores de todas as áreas, o que traz um resultado positivo para a empresa, na medida em que os profissionais se sentem valorizados e, consequentemente, a sua produtividade acaba por ser maior. Desta forma, os colaboradores vão sentir-se integrados uns com os outros, o que estimula a empatia e a colaboração, que trazem apenas impactos positivos para o negócio. 
A maior vantagem desta abordagem é que efetivamente é eficiente na busca de repostas para questões mais importantes do negócio, o que é fundamental para a sua sustentabilidade.

Exemplos de sucesso

Há vários exemplos de marcas que conseguiram resultados significativos a partir da aplicação deste método. São elas:

  1. Natura – a marca de referência no mercado de cosméticos mundial realizou várias entrevistas a consumidores e colaboradores e conseguiu identificar as diversas perceções sobre os seus produtos e serviços. A partir daí, desenvolveu um processo criativo alterandos diversos elementos, desde a sua identidade visual às informações que constam nas embalagens.
  2. Netflix – não é ao acaso que é um sucesso. A empresa analisa os dados armazenados pelo seu algoritmo e, a partir da sua análise, os seus diretores criam a estratégia. Os conteúdos só são lançados depois de um intenso período de imersão nas características do público e da identificação de padrões da audiência. Desta forma, a marca garante que quando lança um conteúdo ele contará com uma maior aceitação por parte do consumidor;
  3. Havaianas – há uns anos a marca brasileira era conhecida apenas pelos chinelos. Hoje conta com uma variedade grande de outros produtos. Para tal, a empresa criou uma série de entrevistas pelo Brasil (e não só) para perceber os produtos que deveria ter. Depois de reunir um consenso, não partiu logo para a execução, sendo que primeiro foram produzidos protótipo, que passaram por testes e adaptações, e só depois foi feito o lançamento. 

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