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Burnout: o que realmente importa reter

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A vida

Burnout: o que realmente importa reter

Burnout: o que realmente importa reter

Por Cristina Amaro e Alexandra Delgado Figueiredo

Porque já passei por lá, porque sei do que falo, porque sinto a obrigação de partilhar com quem me segue este tema. Hoje volto a falar-vos de Burnout, um assunto demasiado sério e que sinto que é pouco falado.


O Burnout pode ser facilmente desvalorizado. Podemos ter tendência a confundi-lo com o cansaço. Mas é muito mais do que isso. É uma perturbação psicológica causada pelo stress excessivo devido à sobrecarga de trabalho. Trata-se de um esgotamento físico e mental que decorre de uma vida profissional desgastante, que faz com que o indivíduo não consiga desempenhar as suas tarefas quotidianas. No fundo, é uma resposta do nosso corpo ao stress profissional prolongado ou crónico. Uma quebra física e mental.

Os sintomas podem ser variados, desde: a tristeza, irritabilidade, preocupação, dificuldades de memória, concentração, diminuição da autoestima, fadiga, problemas cutâneos, entre outros.

Esta síndrome pode acontecer quando, por exemplo, no trabalho há uma maior competitividade, muitos riscos, muita pressão ou sobrecarga de trabalho.

É importante esclarecer que qualquer pessoa pode sofrer de burnout e que há tratamento. Este é pensado numa lógica de melhorar as circunstâncias e as condições que originaram o problema. A ajuda médica é muito importante em todo o processo, sobretudo quando a pessoa tem sintomas como a depressão e a ansiedade. A psicoterapia pode ser também uma excelente aliada.

Mas é importante lembrar que cada caso é um caso e que, em qualquer que seja o quadro, é importante informar-se sempre com o seu médico. O maior conselho que posso dar-lhe é que pare. Que oiça o que o seu corpo tem para lhe dizer. Acima de tudo, que nunca desvalorize nenhum destes sintomas que se seguem:

Físicos 

  • Sensação de cansaço;
  • Fragilidade do sistema imunitário;
  • Dores de cabeça, lombares e musculares frequentes;
  • Alterações no apetite;
  • Alterações no sono. 

Emocionais 

  • Sentimento de derrota e fracasso;
  • Sentimento de solidão;
  • Falta de motivação;
  • Negativismo;
  • Diminuição da satisfação e do sentimento de realização profissional e pessoal.

Comportamentais 

  • Isolamento;
  • Lentidão na realização das tarefas habituais;
  • Dificuldade em assumir as responsabilidades habituais;
  • Consumo excessivo de comida, álcool ou drogas;
  • Absentismo, chegar atrasado ou sair mais cedo do trabalho;
  • Modificação dos padrões de comportamento habituais.

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