O LÍDER que aprendeu a brincar

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novembro
28
Com quem me cruzo

Por Cristina Amaro

Estava mais nervoso com o que estava para vir, dois dias depois, do que com o aparato das câmaras para a nossa conversa, confidenciava-me Miguel Pina Martins. O fundador e CEO da Science4You referia-se ao IPO (Initial Public Offer, em português: Oferta Pública de Distribuição) que a sua empresa ultimava quando estivemos no MARL. “É talvez o passo mais importante da minha vida profissional”, sintetizava minutos antes do arranque das gravações da emissão especial que o Imagens de Marca vai esta semana emitir na SIC Notícias.


A oferta pública de distribuição, que começa hoje e se prolonga até dia 14 de dezembro, é ao mesmo tempo, dizem os cartazes publicitários, a oportunidade de investir no futuro. E para Miguel, uma grande oportunidade de se investir na empresa que nascia em 2008.

Foi uma manhã de brincadeiras sérias. Fomos aos laboratórios onde nascem os brinquedos, entrámos literalmente no espírito dos mais novos, mas não perdemos de vista a seriedade do trabalho que tínhamos em mãos. Eu fiz uns testes científicos (que o nosso jornalista que estava a coordenar a emissão vai partilhar sobre os bastidores, ainda esta semana, e aqui no blog) que não correram nada mal, mas de cientista tenho mesmo pouco. Só mais de conhecer histórias. E foi aí que me concentrei neste encontro com o fundador da S4Y.

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Miguel Pina Martins é um jovem empreendedor que, com apenas 10 anos de empresa, tem o orgulho de ver o que ali nasce, em mais de 50 países e em muitas línguas diferentes. A “brincadeira” que esta semana mereceu a visita do Primeiro-Ministro, do Ministro da Educação e do Presidente da Câmara Municipal de Loures começou por isso mesmo: um trabalho de curso no ISCTE. Era lá que Pina Martins se estava a formar em finanças. Contou-me que recebeu o briefing do professor e quase rejeitou o trabalho. Percebeu que não o devia fazer e lá avançou, um pouco contrariado, com o que era pedido pela Faculdade de Ciências que trabalhava em parceria nestas inovações com a sua faculdade. Miguel integrava um grupo de oito. Cada um, com o tempo, seguiu o seu próprio caminho. Ele acabou por transformar a ideia num negócio. E hoje pode dizer que fatura milhões a brincar. Ele diz mas eu sei que é brincadeira...os milhões dão muito trabalho e fazem nascer muitos cabelos brancos!

É essa a ideia do livro que está a lançar em co-autoria com Rui Hortelão. Chama-se “A ciência de brincar – como transformar um trabalho de curso num negócio de milhões”. Vai para as bancas esta semana. E entre o seu primeiro livro e o primeiro IPO da sua empresa, esta, seguramente, será uma semana a marcar no calendário da sua vida.

Na nossa emissão falámos da evolução do negócio. De como a empresa nasceu, evoluiu, se internacionalizou. Falámos da vida. Da sua vida. Dos seus filhos. E comentámos, a propósito de um post que tinha colocado nessa manhã no Instagram, que, no meio das correrias destes nossos dias, o que verdadeiramente importa são os sentimentos. São as pequenas coisas. São as pessoas...

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Perguntei ao Miguel, em determinada altura da conversa, se ele queria partilhar com a nossa audiência alguns dos erros que hoje poderiam ser ensinamentos e gostei de ouvir que o mais importante não são os erros e a sua correção, mas sim a aceitação e a aprendizagem. Aceitarmos que eles existem e que devem ser encarados como algo próprio do crescimento e de quem quer fazer acontecer. Eu concordo com ele. A cultura americana faz falta a Portugal. O erro faz parte do percurso. Importa mais o que se aprende com ele. E partilho da ideia de que vale mais errar e fazer do que não fazer para não errar.

Na emissão, vamos mostrar, por dentro, a fábrica dos brinquedos educativos. No livro, que folheei na diagonal, encontrei ideias sobre liderança que gosto de guardar. Umas novas. Outras que devem ser recordadas...

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Numa altura em que estou a preparar o próximo ano, com um evento especial com a equipa, poderei encontrar conselhos sábios que me podem também a mim inspirar. Vou ler nos próximos dias, página a página e não só na diagonal. Identifico-me facilmente com o discurso do empreendedorismo e do crescimento de empresas em época de crise. Não fosse a minha própria história semelhante! Tanto que também eu tenho para contar...

Apaixonam-me os jovens destemidos que investem em novos negócios. A eles deixo uma frase de que gosto particularmente: “Coragem não é não ter medo. É ir para a frente apesar do medo”. Vamos a isso?

Descobrir as pessoas