A “nossa” Ana vai ser MÃE...

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novembro
30
I’M in love with

Por Cristina Amaro e Ana Gaboleiro

Desafiei a nossa Aninhas a ir visitar a exposição Quel Amour!? Ela está apaixonada. Pela vida. Pelo homem que espero que seja o seu grande amor para sempre. E pela barriguinha que todos os dias vemos crescer um pouco mais. A nossa Aninhas vai ser mãe e eu desafiei-a a partilhar a visão dela sobre esta exposição a poucos dias de entrarmos no mês do Natal. Dezembro começa hoje. Natal é sempre que todos nós quisermos... Natal está a ser para nós com mais um bebé a chegar à nossa empresa. Mais uns pezinhos que nascem do amor... Deixo as palavras dela. E deixo a minha sugestão para irem ao CCB. Com amor. Cristina Amaro


Quel Amour!? Vamos falar de amor

Por Ana Gaboleiro

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Só podia ter sido a Cristina a convidar-me para vir a esta exposição. Falar de amor, de sentimentos, de emoções…é a Cristina, é assim que ela vive, com dedicação aos outros, a si e ao mundo.

Fui num dia de nevoeiro, numa manhã de muito frio. E até isso me fez apaixonar mais pela Quel Amour!?, exposição temporária no Museu Coleção Berardo, no CCB, em Lisboa. Entrei a medo. Sem expetativas. Porque na verdade o amor é um sentimento que me traz algum receio. Para mim amar é sinónimo de entrega, é paixão, é vulnerabilidade, é tudo o que há de melhor neste mundo mas é também ardente, voraz e capaz de magoar e deixar marcas.

Acredito que o amor não é só entre um homem e uma mulher. E logo à entrada Éric Corne, curador da Quel Amour!?, avisa-nos: “esta exposição enriquece-nos de pontos de vista, de tonalidades, de vagabundagens, de climas, de perturbações ilógicas, e de sensibilidades várias, percetíveis, perfetivas, defetivas: ao amor não podemos dar-lhe a volta, mesmo aceitando as suas reviravoltas”.

E é mesmo isto. De um pôr do sol, à imagem de amor perfeito, à respiração do beijo, à sexualidade, ao amor próprio, um desejo de amor traduzido, entoado, pintado, retratado, são muitas as obras de artistas históricos ou da cena contemporânea, de culturas e de gerações diferentes que ali expõem a sua perspetiva de amor, que que não tiveram medo de exteriorizar em obra um sentimento difícil, rico, por vezes, desgastado e vasto.

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Escrevo este texto enquanto ouço “All by my self” de Eartha Kitt. Escutava-se por todo o primeiro piso desta exposição. E o que para uns vai ser ponto de exclamação, para outros será ponto de interrogação. Ali fala-se da vida, de nós, dos outros, do mundo e mostra-nos que não há certo nem errado, bonito nem feio, simplesmente há. E o quê? Cada um vai interpretar à sua maneira o que ali há, o que ali se vê, o que ali se sente.

Como toda a arte, esta ganha significados distintos aos olhos de quem a vê, significados diferentes na mente de quem a interpreta. Quel Amour!? foi para mim mais um ponto de exclamação do que interrogação. Foi um acenar, um pensar igual, uma nova forma de amar.

Só podia ter sido a Cristina a convidar-me para esta exposição. Porque estou apaixonada. A entrar numa nova fase da minha vida e a encontrar novas formas de amor e de amar. Porque estou na melhor fase do meu amor e do amor pelos outros. Porque vou ser mãe e esse é um amor universal, novo, que começo a experienciar agora e que me traz medo. Oh, se traz! Ainda assim sabe tão bem e é tão inexplicável e indecifrável que vale a pena ser vivido…com toda a alma…e sempre com muito amor.

Uma dica: A exposição temporária é possível de ser visitada até ao dia 17 de fevereiro. Para ver é necessário pagar entrada no Museu Coleção Bernardo. No entanto, se quiser levar toda a família aproveite o sábado em que a entrada é gratuita, mas atenção que os menores têm de ser devidamente acompanhados pelos pais, uma vez que contém imagens sexuais explícitas.

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Sentir a vida