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A influência: o novo poder

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As marcas

A influência: o novo poder

A influência: o novo poder

Por Cristina Amaro e Alexandra Delgado Figueiredo

Tudo tem mudado e evoluído à velocidade da luz. A internet mudou o mundo. Todos lá estamos. Somos informados sobre tudo o que queremos e até daquilo que não queremos. A nossa opinião passou também a confundir-se com a dos outros. A nossa forma de ver o mundo e o que nos rodeia passou também ela a estar condicionada. Tocou-nos a todos. Para o bem e para o mal. Sem exceção.

Estamos permanentemente ligados ao mundo sem darmos conta. Vemos a opinião dos outros em vídeos ou comentários sobre qualquer assunto antes de sequer vermos ou experienciarmos. A maioria dos consumidores quando dá a sua opinião sobre uma marca, empresa ou pessoa já só se baseia em comentários que lê nas redes sociais ou em outros sites. Desde o comentário acerca de um determinado creme ao comentário sobre o restaurante onde vamos passar a passagem de ano. Tudo tem influência dos outros.

Passámos a confiar mais nos comentários de desconhecidos do que na publicidade que vemos noutros meios ou até mesmo no ponto de vista dos especialistas. Isto é paradoxal. Porque vivemos numa altura em que há mais informação e temos a obrigação de com isso saber construir a nossa própria opinião acerca de um determinado tema. A ideia de haver mais informação deveria servir para não pensarmos igual aos outros. Sem nos apercebermos minimamente – e às vezes até parece que gostamos disso – o comportamento das outras pessoas com algum tipo de influência tem um enorme impacto nas nossas preferências, nos nossos gostos e, consequentemente, naquilo que consumimos. E será  que estamos realmente conscientes disto?

É evidente a apropriação das marcas no que diz respeito a este fenómeno da influência e do poder que os influenciadores têm nos consumidores. O investimento, comparado com outros tipos de publicidade, é inferior e os resultados são igualmente interessantes. É, sem dúvida, o fenómeno deste século. Contudo, a estratégia não pode ser só essa. É preciso fazer mais e diferente. Ser relevante. Até porque quando a escolha dos influenciadores é errada pode ter um efeito completamente diferente daquele que era o objetivo inicial e, por essa razão, há que compensar de outra forma, marcando presença “noutras frentes”. Os diferentes canais de comunicação devem complementar-se e criar uma espécie de rede onde a coerência deve ser a prioridade.

O digital é crucial em qualquer que seja a estratégia. Mas como tudo o que é em excesso cansa e não queremos consumidores cansados. Correto? Os consumidores atualmente detêm o poder na economia – talvez como nunca tiveram anteriormente. E a forma como as empresas se souberem apropriar desse poder a seu favor irá ditar o sucesso da economia digital.    

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